Centenário de morte de Teresa dos Andes

Biografia

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              Juanita Fernández Solar nasceu a 13 de julho de 1900, em Santiago do Chile. Em 1907 ingressou no colégio das religiosas do Sagrado Coração. A 11 de setembro de 1910 recebeu a primeira comunhão. Este foi um dia fundamental para ela. A partir deste dia, viveu uma amizade com Jesus cada vez mais intensa.

           Aos 17 anos, leu os escritos de Santa Teresa de Jesus e começou a viver a oração como amizade...

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Santa Teresa na infância

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Santa Teresa no Carmelo

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Cronologia

1900:

  • 13 de julho : Juanita Fernández Solar nasce em Santiago de Chile, na residência do seu avô materno, rua Las Rosas 1352. Filha de dom Miguel Fernández Jaraquemada e de dona Lucía Solar Armstrong de Fernández.

  • 15 de julho : É batizada na paróquia de Santa Ana pelo Presbítero Baldomero Grossi. Seus padrinhos são dom Salvador Ruiz-Tagle García Huidobro e dona Rosa Fernández de Ruiz-Tagle (irmã de dom Miguel).

  • A família veraneia na fazenda de Chacabuco descansando largas temporadas até 1917.

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Livros:

UMA JOVEM

APAIXONADA POR DEUS

Frei Patrício Sciadini ocd, Teresa de Los Andes. Una jovem apaixonada por Deus, Edições Carmelitanas e Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 2004.
ISBN: 85-15-02969-3

Uma biografia de Teresa

SANTA TERESA DE LOS ANDES, DIÁRIO E CARTAS

Santa Teresa de Los Andes, Diário e cartas, tradução realizada pelo Carmelo de Fortaleza e organizada por Frei Patrício Sciadini, ocd, Edições Carmelitanas e Edições Loyola, São Paulo, 2000.
ISBN: 85-15-02086-6

Tradução portuguesa do Diário e das Cartas de Teresa.

SANTA TERESINHA DA AMÉRICA LATINA

Santa Teresinha da América Latina, Pensamentos, Edições Loyola, São Paulo, 1993.
ISBN: 85-15-00787-8

Tradução portuguesa do livro Así pensaba Teresa de Los Andes de Marino Purroy.

DEUS É ALEGRIA

António José Gomes Machado, Deus é alegria. Santa Teresa de Los Andes, Edições Carmelo, Marco de Canaveses, 2003, 103 páginas.
ISBN: 972-640-069-4

Oração

Ó Deus misericordioso, alegria dos santos, Vós que inflamastes o ardor juvenil de Santa Teresa de Jesus dos Andes com amor virginal a Cristo e a sua Igreja, fazendo dela jubilosa testemunha da caridade, mesmo pela cruz, concedei-nos, por sua intercessão, que movidos pelo Espírito Santo e inundados da doçura do vosso amor, também nós comuniquemos ao mundo a boa nova da caridade, por palavras e obras.
Por Nosso senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Trechos dos escritos de Santa Teresa dos Andes:

• "Um alma unida e identificada com Jesus tudo pode . Parece-me que só pela oração se pode alcançar isso" (Carta 130).

• "Na oração é onde a alma aprende a conhecer Jesus e, portanto, a amá-lo. E, como o amor não pode admitir diferença, mas igualdade, dele resulta a união que está na semelhança." (Carta 141).

• "Minha vida é uma oração contínua; pois tudo o que faço, faço por amor ao meu Jesus." (Carta 52).

• "Deus é meu céu aqui na terra. Vivo com ele, e apesar de estar nos passeios nós conversamos sem que nada nos atrapalhe. Se tu o conhecesses, o amarias bastante. Se ficasses com ele na oração, poderias saber o que é o céu na terra." (Carta 40).

• "À medida que se conhece a esse Deus-Homem, se vai amando-o com loucura. Quisera que tu o conhecesses para que te enamorasses verdadeiramente... Como não poderá a alma abrasar-se em caridade à vista desse Deus que é arrastado pelas ruas de Jerusalém com a cruz sobre os ombros... Oh! Ama Jesus! Quem poderá corresponder-te melhor? Ele está sedento de teu coração" (Carta 136).

• "Por acaso não se mostra o amor no sacrifício? Penso no amor de Jesus e, então, tudo o que lhe posso oferecer me parece pouco. Ao vê-lo na manjedoura em pobres palhas, aquecido pelos animais, desprezado pelos homens, chorando de frio, poderei levar em conta todos os sacrifícios do mundo?" (Carta 156)

• "Quanto mais amamos necessitamos e desejamos mais o sacrifício" (Carta 121).

• "É preciso o sacrifício, a renúncia a nossa própria vontade para chegar a uma união completa com N. Senhor" (Carta 39).

• "Esmerar-me-ei em construir a felicidade dos demais" (Diário §20).

Para Juanita, um dos maiores sacrifícios de sua vida foi deixar a sua família que amava tanto para seguir Cristo. Veja o que ela diz a respeito deste ponto nas cartas 73 (a seu pai) e 81 (a seu irmão Lucho) na época de sua entrada no Carmelo.

• "Compreendo verdadeiramente quanto vale uma boa amiga. Sentia na verdade necessidade de abrir-me com alguém que me compreendesse e sentisse o mesmo que sinto. Quanto bem me fizeste! Agradeço-te de todo o coração." (Carta 31).

• "Demos graça a Deus por ter juntado nossas almas com o laço da verdadeira amizade, aquela que compreende que a verdadeira amizade consiste em aperfeiçoar-se mutuamente e aproximar-se mais de Deus" (Carta 82).

• "Quando o amor de Deus se apodera do coração faz que o amor humano, até aquele que se sente pelos pais, se transforme, se divinize por assim dizer" (Carta 44).

• "Quem pode me fazer mais feliz que Deus? Nele tudo encontro" (Carta 81).

• "Sou feliz e jamais deixarei de sê-lo, porque pertenço a meu Deus. N'Ele encontro, a cada momento, meu céu e um amor eterno e imutável. Nada mais desejo a não ser Ele. A ninguém amo mais que a Ele. E esse amor vai crescendo em minha alma à medida que me vou introduzindo em seu seio divino de amor e perfeições adoráveis" (Carta 148).

• "Sou tão feliz como não é possível imaginar. É uma paz, uma alegria tão íntima que experimento, que me digo que, se as pessoas do mundo vissem esta felicidade, correriam todas a encerrar-se nos conventos" (Carta 133).

• "Sou feliz — a criatura mais feliz do mundo. Deus é alegria infinita" (Carta 101).

• "Sou a pessoa mais feliz. Já nada mais desejo, porque meu ser inteiro está saciado com o Deus-Amor" (Carta 110).

Homilia de beatificação de Santa Teresa dos Andes, por São João Paulo II:

1. "Permanecem a fé, a esperança, o amor: estas três. A maior delas, porém é o amor" (1 Cor. 13, 13).

Estas palavras de São Paulo, nas quais culmina seu "hino à caridade", resonam com tons novos nesta celebração eucarística.

Sim, “a maior é o amor.”

São palavras que se fizeram vida na pessoa da irmã Teresa dos Andes, que hoje tenho a graça e alegria de proclamar beata.

Hoje, amadíssimos irmãos e irmãs de Santiago e do Chile, é um dia grande na vida da vossa Igreja e da vossa nação. Filha predileta da Igreja chilena, Irmã Teresa é elevada a gloria dos altares na pátria que a viu nascer. O povo de Deus peregrino encontra nela um guia para sua caminhada em direção a meta, a Jerusalém celeste...

Movidos pela fé, pela esperança, e o amor, caminhamos como peregrinos rumo a Deus que é Amor, e nossa alma se enche de gozo ao comprovar que esta peregrinação espiritual tem sua coroa na gloria, a qual Cristo Nosso Senhor deseja a todos conduzir-nos.

Escutamos no princípio um breve perfil biográfico da Irmã Teresa dos Andes, uma jovem Chilena, símbolo da fé e da bondade deste povo; uma Carmelita Descalça, arrebatada para o Reino dos Céus na primavera de sua vida; uma primícia de santidade do Carmelo Teresiano na América Latina.

Em seus breves escritos autobiográficos nos deixou o testamento de uma santidade sensível e acessível, centrada no essencial do Evangelho: amar, sofrer, orar, servir. O segredo de sua vida voltada em direção à santidade está marcado por uma familiaridade com Cristo, presente e amigo, e com a Virgem Maria, Mãe próxima e amorosa.

2. Teresa dos Andes experimentou desde muito pequena a graça da comunhão com Cristo, que se foi desenvolvendo progressivamente nela com o encanto de sua juventude, cheia de vitalidade e jovialidade, na qual não faltou como filha de seu tempo, o sentido da sã alegria, e do esporte, o contato com a natureza. Era uma jovem alegre e dinâmica; uma jovem aberta a Deus. E Deus fez florescer nela o amor cristão, aberto e profundamente sensível aos problemas de sua pátria e as aspirações da Igreja.

O segredo de sua perfeição como não podia ser diferente, é o amor. Um amor grande a Cristo, por quem se sente fascinada e que a leva a consagrar-se a Ele para sempre, e a participar no mistério de sua paixão e de sua ressurreição. Sente ao mesmo tempo um amor filial à Virgem Maria que a inclina a imitar suas virtudes. Para ela Deus é alegria infinita. Eis aí o novo hino de amor cristão que brota espontaneamente da alma desta jovem chilena, em cujo rosto glorificado contemplamos a graça da transformação em Cristo, em virtude desse amor que é compreensível, serviçal, humilde, paciente. Um amor que não destrói os valores humanos mais os eleva e transfigura.

Sim, como diz Teresa dos Andes: “Jesus é nossa alegria infinita.” Por isso a nova Beata é um modelo de vida evangélica para a juventude do Chile. Ela, que chegou a praticar com heroísmo as virtudes cristãs transcorreu os anos de sua adolescência e da sua juventude nos âmbitos normais de uma jovem de seu tempo: em sua vida de cada dia se exercitou na piedade, e na colaboração eclesial como catequista, na escola, entre seus amigos e amigas, nas obras de misericórdia, e nos momentos de distração e recreio. Sua vida exemplar se reveste de humanismo cristão com o selo inconfundível da inteligência viva, a delicadeza pressurosa, a capacidade criativa do povo chileno. Nela se expressa a alma e caráter de vossa pátria e a perene juventude do Evangelho de Cristo, que entusiasmou e atraiu a Irmã Teresa dos Andes.

3. A Igreja proclama hoje Beata a Irmã Teresa dos Andes e a partir deste dia, a venera e invoca com este titulo de Beata, bendita, feliz é a pessoa que fez das bem-aventuranças evangélicas o centro de sua vida; e as viveu com intensidade heróica.

Desta forma, nossa Beata, havendo posto em prática as bem-aventuranças, encarnou em sua vida o exemplo mais perfeito da santidade que é Cristo.

Com efeito, Teresa dos Andes irradia a graça da pobreza de espírito, a bondade e a mansidão de seu coração, o sofrimento escondido com que Deus purifica e santifica a seus eleitos. Ela tem fome e sede de justiça, ama a Deus intensamente e quer que Deus seja amado e conhecido por todos. Deus a fez misericordiosa em sua imolação total pelos sacerdotes e pela conversão dos pecadores; pacífica e conciliadora, semeando ao seu redor a compreensão e o dialogo. Nela se reflete sobretudo a bem-aventurança da pureza de coração. Com efeito, se entregou a Cristo totalmente e Jesus lhe abriu os olhos a contemplação de seus mistérios.

Deus lhe concedeu, ademais, desfrutar o gozo sublime de viver antecipadamente na terra a bem-aventurança e a alegria da comunhão com Deus no serviço ao próximo.

Esta é a sua mensagem: “só em Deus se encontra felicidade; só Deus é alegria infinita”! Jovem chilena, jovem latino-americana, descubra na Irmã Teresa a alegria de viver a fé cristã até as ultimas conseqüências! Tome-a como modelo!


João Paulo II

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